Publicado em: qua, 2 - ago - 2017

Operação da PF desarticula grupos suspeitos de crimes ambientais em terras indígenas em RO

Operação Jurerei foi realizado no Vale do Jamari de Rondônia nesta quarta-feira, 2 (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Operação Jurerei foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (2). Ao todo, 78 mandados judiciais estão sendo cumpridos em sete cidades de RO.

 

 A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) em Rondônia, a Operação Jurerei, com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas que praticavam diversos crimes que prejudicavam a terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau e dos povos indígenas que habitam as redondezas da área especialmente protegida. Segundo a PF, 78 mandados judiciais estão sendo cumpridos em sete municípios do estado.

Dentre os mandados cumpridos por aproximadamente 180 policiais federais, 19 são de prisões cautelares entre preventivas e temporárias, 18 de conduções coercitivas, quando uma pessoa é levada para prestar depoimento e 41 de busca e apreensão nas cidades de Campo Novo de Rondônia, Buritis, Monte Negro, Ariquemes, Governador Jorge Teixeira, Ji-Paraná e Jaru.

Conforme a PF, as investigações identificaram a existência de duas organizações criminosas especializadas em crimes ambientais como furto qualificado de madeira, corrupção ativa e passiva, desmatamento de floresta pública e invasão de terra pública. As quadrilhas atuavam dentro da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e do Parque Nacional dos Pacaás Novos.

A área em que os suspeitos operavam possui cerca de dois milhões de hectares, as quais incluem áreas de preservações de três grandes bacias hidrográficas da região amazônica, que são Guaporé, Mamoré e Madeira. A operação visa também evitar o confronto entre índios e invasores.

De acordo com a PF, a operação se desenvolveu ao longo de diversos meses, com inúmeras ações para afastar conflitos entre integrantes do citado povo indígena e membros de uma das organizações criminosas sob investigação. Além disso, contou com o auxílio da Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério Público Federal de Rondônia (MPF- RO) e da Associação de Defesa Etnoambiental kanindé.

Fonte/Autor: G1

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