Coluna – Cassol esperneia, mas ele não poderá disputar as eleições em 2014 por Alan Alex
Nem adianta
O senador Ivo Cassol vem realizando uma verdadeira maratona em veículos de comunicação por todo o Estado afirmando que vai disputar as eleições em 2014, porque foi “condenado apenas a três anos de inelegibilidade”. O italiano vem alegando que a Lei do Ficha Limpa não valeu para as eleições de 2010 e que ao término de sua punição (na sua tese ela encerra este ano), ele estará apto à disputa em 2014. Não estará.
E mais
Por mais que Cassol queira responsabilizar “os inimigos que torcem para que ele fique fora da disputa” e como ele próprio diz, “tenha feito o dever de casa e está recorrendo de todas as condenações”, ele não vai poder disputar o governo e terá que “se contentar” apenas com o Senado.
Explicando
A tese de Cassol é furada. A lei do ficha limpa é clara nessa questão. Apesar dele não ter sido condenado por improbidade, e isso, segundo ele seria um dos motivos pelo qual ele estaria na disputa, ela prevê a inelegibidade em condenações por abuso de poder econômico e político e todas colegiadas. Cassol e seus advogados, por mais que insistam, sabem que perfeitamente que, no momento de registrar a candidatura ocorrerá o indeferimento. Posso afirmar sem medo de errar, Cassol pode até tentar disputar sub-júdice, em grau de recurso, mas irá sangrar durante todo o processo eleitoral.
Jogo
O italiano conhece bem o jogo político e vem fazendo essa barulheira toda para desviar o foco. O observador mais atento percebe que ele vem divulgando o nome do deputado federal Carlos Magno, que poderá ser seu sucessor. A grande questão nas próximas eleições não é se Cassol poderá ou não ser candidato, ele não pode. Isso é fato. A grande pergunta é se ele consegue transferir votos para Magno ou seja lá quem ele decidir apoiar. O nome de Carlos Magno é de longe o mais cotado para essa missão, mas ele tem ainda a irmã, Jaqueline Cassol.
Movimentando
De olho nessa movimentação, e ciente das dificuldades jurídicas dos adversários, o senador Acir Gurgacz se coça para ser candidato ao governo em 2014. Um dos maiores empecilhos dessa empreitada é o próprio Gurgacz, um ilustre desconhecido do povo de Rondônia. O que poderia lhe dar um certo empurrão, era a escolha de um vice de peso. Mas com a escassez de lideranças, essa é uma tarefa espinhosa.
Posse
Festejada e prestigiada a cerimônia oficial de posse do presidente da OAB de Rondônia, Andrey Cavalcante. Só não foi melhor porque o cerimonial, desculpem o trocadilho, sem a menor cerimônia, resolveu barrar de uma vez um juiz federal e um juiz eleitoral, mesmo tendo sido comunicado que ambos eram autoridades representativas. Pior ainda foi o cerimonial ter esquecido de mencionar a presença de algumas autoridades, como o senador Ivo Cassol, por exemplo.
Lógico
Que esse tipo de incidente não pode acontecer. É importante a nova direção da OAB ficar atenta, já que são os pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. Esse tipo de gafe, é constrangedora e cria inimizades.
Falando em OAB
O site Painel Político (www.painelpolitico.com) publicou em agosto de 2012 uma matéria intitulada “Congresso mobiliza para criar “CPI da OAB” e extinguir exame de Ordem”. Como é um tema polêmico, quase que diariamente alguém posta um comentário. Um desses me chamou a atenção nesta terça-feira. O leitor escreveu exatamente assim, “em meu pensamnto como bachareu em direito, não há como concordar com um exame em que somente após 2004 passou a ser exigido e estes outros proficionais que não prestaram exame a advogam até hoje qual a diferença vivemos em um pais livre e não podemos ser senhores de nosso direito de exercer a profissão a qual estudamos por 05 anos espero que haja justiça e sem demora porque quanto mais o tempo passa mais ficamos a merce de ditadores, no caso OAB”.
Então
Com um português desses, escrevendo “bachareu” e “proficionais” fica difícil defender a extinção do exame de Ordem. Realmente a coisa anda complicada no ensino superior. Mas um dos maiores culpados desse nível baixíssimo é o sucateamento do ensino e a ganância das faculdades particulares. As provas de redação, exigidas pelo MEC, pelo visto são meramente protocolares.
Respondendo
A vereadora Elis Regina usou a tribuna da Câmara para falar sobre as lamentáveis declarações de Jair Ramires, ex-secretário de Serviços Básicos de Porto Velho e o vice-governador Aírton Gurgacz (PDT) a seu respeito. Eles usaram palavras de baixo calão e adjetivos chulos ao se referirem a vereadora, que naquele período pressionava o então prefeito Roberto Sobrinho para que o mesmo demitisse Ramires. A conversa estava sendo gravada com autorização da Justiça, pela Polícia Federal. O diálogo foi divulgado, com exclusividade por PAINEL POLÍTICO na semana passada. Magoada e emocionada, a vereadora disse, “eu fui vitima de uma conversa absurda, insana, não contra a parlamentar, mas contra uma mulher, uma mãe de família, uma pessoa que preza pelo o bem comum da população”.
Outra
Em relação ao vice-governador Aírton Gurgacz, a vereadora declarou “meu partido apoiou o doutor Confúcio, e o vice-governador, pago com o dinheiro do povo. Gastar vinte e cinco minutos para falar mal da minha pessoa é uma coisa inaceitável. Esses vinte e cinco minutos tinham que ser utilizados por ele para conversar sobre os graves problemas do estado de Rondônia na saúde, educação, segurança pública. Mas Airton Gurgacz estava gastando esse tempo para falar mal de uma pessoa que estava combatendo as falcatruas em Porto Velho. Quero que ele saiba que ser gorda, não é ser ladra”, destacou Elis.
E agora?
“Passamos o tempo como office-boys do Poder Executivo”, disse o deputado federal Édio Lopes (RR), puxando o coro dos peemedebistas contra a “traição” sofrida na eleição de Henrique Eduardo Alves. “Queremos que o governo nos trate como trata o PT. Não somos tratados como governo. Só somos lembrados quando vamos colocar nosso voto nas comissões e no plenário. Aí somos lembrados como governo”, reclamou o deputado federal Antônio Andrade (MG). “O PMDB não é base, é governo. E isso não significa ser um cordeirinho. O partido vai ser parceiro, mas vai se permitir discordar”, afirmou o novo líder do governo na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ). Só nos resta observar a movimentação do fisiologista PMDB.








